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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Peças-curinga: a saia tulipa

Seguindo com a série guarda-roupa francês, mais uma peça clássica e versátil: a saia tulipa preta.


Saia Tulipa make 01
(Link para créditos de imagem - make 01)

Esta é uma combinação boa para o trabalho (se o ambiente permitir um look menos formal) mas que vai bem em outros lugares. Para um look mais sério, uma camisa de corte masculino com um saltinho preto ficam matadores.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Peças-curinga: a gola alta

No meu último post, abordei um conceito que tem se tornado cada vez mais popular naquelas bandas lá de cima (EUA e Europa) e que, aqui no Brasil, parece estar arregimentando adeptas de todas as classes: o capsule wardrobe ou guarda roupa francês, formado por peças-curinga básicas e complementado por um número limitado de peças de estação e acessórios. Uma dessas peças-curinga importantíssimas, em qualquer lugar, é a blusa de gola alta. Ela pode ser utilizada tanto em lugares quentes, como substituta de casacos e jaquetas, quanto em lugares frios, por baixo de casacões de lã.

Aqui no Brasil - onde, dependendo da região, não é preciso muito para se aquecer em dias frios - a gola alta pode ser usada sobre camisetas de algodão mais finas, com um jeans escuro ou com a combinação saia+bota de cano alto. Outra coisa bacana da gola alta é que ela substitui também as echarpes, já que o pescoço fica muito bem protegido.

Algumas combinações:

Gola alta make 01


Gola alta make 02


(Links para créditos de imagens - make 1 e make 2)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Neo-frugalismo e o guarda-roupa francês

Muito tem se falado, ultimamente, sobre uma nova abordagem na maneira e na freqüência com que as pessoas consomem, devido à crise financeira que tomou conta do mundo (e que já chegou ao Brasil, mais rápido e com mais força do que muitos esperavam). Produtos de alta tecnologia, como eletrônicos, e peças de vestuário caras devem ser os primeiros (e mais) atingidos, pois são imediatamente classificados como "supérfluos" (cosméticos não entram nesta categoria, acredito eu, porque temos uma população vaidosa e um mercado que atende a todas as faixas de consumo, da classe A à classe E) e, portanto, serão os primeiros a serem cortados da lista de must-haves dos consumidores brasileiros.

Já há algum tempo vem-se discutindo, nos EUA (onde a crise já perdura por dois anos), uma tendência de consumo voltada para a moda que recupera uma filosofia largamente utilizada na época da 2ª Guerra Mundial e teorizada no livro "A Guide to Elegance", escrito na década de 60 pela francesa Genevieve Dariaux. O chamado "guarda-roupa francês" nada mais é do que um capsule wardrobe, constituído de um determinado número de peças básicas e essenciais em qualquer guarda-roupa - no Brasil, essas peças são popularmente conhecidas como "peças-chave" ou curingas.

Imagine montar um guarda-roupa inteiro com peças-curinga? Agora imagine fazer uma lista, a cada estação, com apenas quatro ou cinco peças essenciais para acrescentar ao seu guarda-roupa? É um desafio e tanto. Em tempos de crise, um guarda-roupa formado de peças que dialogam bem entre si, formando um todo harmônico, versátil e equilibrado, é uma boa opção para quem quer cortar os gastos com novas peças que apenas reflitam a tendência vigente e não acrescentam muito ao estilo pessoal.

Para seguir a filosofia do guarda-roupa francês, é preciso abandonar o padrão de consumo ditado a cada nova estação. É preciso ter disciplina para incorporar as novas tendências em pouquíssimas peças, e deixar o update propriamente dito para os acessórios (que também não serão muitos), maquiagem e cabelos e para o styling do dia-a-dia. É importantíssimo refrear o impulso de renovar o guarda-roupa inteiro e tentar adaptar o guarda-roupa montado à tendência vigente na estação, complementando-o com algumas poucas peças a cada seis meses. Alguns itens não tão básicos vão ajudar a compor um guarda-roupa diversificado, um pouco mais colorido e menos austero.

O "guarda-roupa da crise" é composto de peças duradouras - tanto no estilo quanto no material -, versáteis, em cores que possibilitem diversas combinações - não só preto, branco e azul marinho, mas também aquelas cores que combinam melhor com o tom de pele e o tipo físico -, e de acessórios com as mesmas qualidades, especialmente as bolsas e os sapatos. É aquele guarda-roupa clássico que muitas avós (e algumas mães) têm, mas atualizado para a nossa época, com mais opções e menos limitações de estilo. É um investimento, e uma forma de não só disciplinar o consumo, mas também de levar o estilo pessoal de volta àquilo que é básico, importante e essencial. Quantas vezes você compra um monte de novas peças e se vê naquela dilema de não saber o quê vestir? Um guarda-roupa "em cápsula" pode resolver este problema.

E onde o neo-frugalismo entra nessa história? Simples. Se somos levadas a repensar a maneira como consumimos, passamos a comprar menos, obviamente. E, consumindo menos, adquirimos somente aquilo que realmente precisamos. Desse jeito, fica mais fácil (e alguns R$ mais perto) planejar aquela viagem à Europa - e dependendo do quanto você conseguir economizar, dá até para dar um pulinho na Galeries Lafayette e comprar umas pecinhas francesas clássicas e duradouras.

Para quem quer entender um pouco melhor o que é o neo-frugalismo, aqui vai uma dica de leitura: